Resultado da pesquisa (1)

Termo utilizado na pesquisa Gazeta GS

#1 - Tick fauna of giant anteaters (Myrmecophaga tridactyla) and southern tamanduas (Tamandua tetradactyla) in the Metropolitan Region of Sorocaba, São Paulo, Brazil

Abstract in English:

The systematic collection of parasites from wild animals provides valuable information, highlighting the relationship between hosts and parasites. The study of ixodofauna in wild animals supports research on the transmission of pathogens that cause diseases in in situ and ex situ situations. Over a three-decade period, from 1994 to 2024, 2,709 ticks attached to giant anteaters (Myrmecophaga tridactyla) and southern tamanduas (Tamandua tetradactyla) were collected from the Metropolitan Region of Sorocaba, São Paulo state, Brazil. Tick collections were performed on free-ranging wild animals, which were immediately maintained under human care at the Sorocaba Zoo, and the carcasses of wild giant anteaters and southern tamanduas were sent to the Zoo and the University of Sorocaba. The ixodids were identified with the aid of taxonomic keys and deposited in two acarological collections. The tick species Amblyomma aureolatum, Amblyomma brasiliense, Amblyomma calcaratum, Amblyomma dubitatum, Amblyomma nodosum, Amblyomma sculptum, Amblyomma tigrinum, Dermacentor nitens, Rhipicephalus microplus and Amblyomma sp. larvae were collected from giant anteaters. Ticks collected from southern tamanduas included A. aureolatum, A. calcaratum, A. dubitatum, A. nodosum, A. sculptum and Amblyomma sp. larvae. Over the three decades of research, the tick species A. sculptum and A. nodosum represented 41.0% and 34.5% of the ticks collected from giant anteaters and southern tamandua, respectively. Over the period of collections, the nomenclature of ticks and the order of anteaters was modified, as were the methods of identification of ixodids, highlighting the importance of updating data on the relationships between ectoparasites and hosts.

Abstract in Portuguese:

A coleta sistemática de parasitas em animais selvagens contribui com informações valiosas, destacando a relação entre hospedeiros e parasitas. O estudo da ixodofauna em animais silvestres ampara a investigação sobre a transmissão de patógenos, causadores de enfermidades em situações in situ e ex situ. Durante três décadas, de 1994 a 2024, foram coletados 2.709 carrapatos fixados em tamanduás-bandeiras (Myrmecophaga tridactyla) e tamanduás-mirins (Tamandua tetradactyla) da Região Metropolitana de Sorocaba, estado de São Paulo, Brasil. A coleta de carrapatos foi realizada em animais selvagens de vida livre, que foram imediatamente mantidos sob cuidados humanos no Zoológico de Sorocaba, e em carcaças de tamanduás-bandeiras e tamanduás-mirins que foram enviadas ao Zoológico e à Universidade de Sorocaba. Os ixodídeos foram identificados com auxílio de chaves taxonômicas e depositados em duas coleções acarológicas. As espécies de carrapatos Amblyomma aureolatum, Amblyomma brasiliense, Amblyomma calcaratum, Amblyomma dubitatum, Amblyomma nodosum, Amblyomma sculptum, Amblyomma tigrinum, Dermacentor nitens, Rhipicephalus microplus e larvas de Amblyomma sp. foram coletadas em tamanduás-bandeiras. E nos indivíduos de tamanduás-mirins foram coletadas as espécies de carrapatos A. aureolatum, A. calcaratum, A. dubitatum, A. nodosum, A. sculptum e larvas de Amblyomma sp. Ao longo das três décadas de pesquisas, as espécies de carrapatos A. sculptum e A. nodosum representaram 41,0% e 34,5% dos carrapatos coletados em tamanduá-bandeira e tamanduá-mirim, respectivamente. Ao longo do período das coletas a nomenclatura dos carrapatos e da ordem dos tamanduás foram modificadas, assim como os métodos de identificação dos ixodídeos, evidenciando a importância de atualizar os dados sobre a relação entre ectoparasitas e hospedeiros.


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